A Misteriosa Morte de Glenn Miller

Famoso maestro de uma das maiores big bands americanas. Miller tinha criado um novo ritmo dentro do swing que o faria famoso e conhecido no mundo, só não esperava uma morte no auge da carreira, e de maneira misteriosa.

Antes de mais nada, já aviso que sou fã da musica de Glenn Miller, então eu pago um pau pra ele mesmo IAUEHDIAEH nos primeiros parágrafos vou explicar um pouco de sua história, se você leitor, quer saber somente do mistério, pule uns 2 ou 3 parágrafos.

Tendo seu contato com a música desde os 11 anos quando compra um trombone, Glenn Miller sempre se empenhou na música, começando a tocar em big bands que estavam famosas na década de30 e  40, tendo contato com gênios da época como: Gene Krupa, Louis Armstrong e muitos outros.

Uma coisa sempre perturbava Glenn, ele sentia a necessidade de um novo som, uma nova melodia que fizesse a sua cara e registraste sua assinatura dentro do Jazz e Swing, até que com 34 anos, ele monta sua própria big band e pondo em prática a ideia de uma clarineta ponteando seções de saxofone.

O novo ritmo foi um grande sucesso, e Glenn Miller ficou famoso por músicas como: “In The Mood”, “Tuxedo Junction” , a regravação de “Little Brown Jug” e a música que virou praticamente a assinatura de seu estilo, a romântica “Moonlight Serenate”.


Miller em seu uniforme
Glenn Miller conseguiu fazer um sucesso estrondoso e já era considerado um dos maiores maestros de Big Bands, mas chega à segunda guerra mundial e Miller pensa em se alistar para o exército americano após os ataques de Pearl Harbor, uma vez dentro, ele é designado como maestro da banda do exército, para motivar as tropas que estavam em combate.

Miller com sua banda do exército
O sucesso de Miller foi incrível, faziam milhares de apresentações chegando a 800 em um ano, incluindo 500 radio transmissões para a Europa e África. Em 1944, pouco após o Dia D, a banda é enviada para a Inglaterra, e alojada no hotel Sloane Court, em Chelsea. Miller sabia o quão perigoso era ficar em Londres, talvez por um mal pressentimento ou não, decide mudar a banda para Bedfordshire, essa decisão teria salvo a vida de todos os membros do grupo, pois no dia seguinte a mudança o hotel foi destruído por uma bomba alemã, matando os que estavam no prédio.
Destroços do Hotel, depois do ataque
Mas essa premonição não ajudaria Miller, parecia que seu destino estava marcado. Alguns meses depois, após a reconquista da França, o grupo é convocado para tocar em Paris, tudo estava pronto para partida, mas Miller por alguns problemas não embarca no mesmo avião que o grupo, e acaba pegando outro avião horas depois.

Acontece que esse avião nunca chegou a seu destino na França, em meio a travessia do canal da mancha, perde-se contato de radio com o avião e ele simplesmente desaparecera no ar, depois de meses de busca, deu-se como desaparecido um dos maiores gênios da música, sem nenhum vestígio de seu corpo ou dos destroços de seu avião.
Capa do Filme
Devido ao mistério de sua suposta morte, varias teorias começaram a surgir, alguns diziam que os nazistas haviam capturado Miller e o torturado até a morte, outros dizem que foi encontrado em um bordel parisiense e que lá sofrera de um ataque cardíaco, por isso a necessidade do acobertamento da morte.
Teorias por teorias, o caso permaneceu um mistério, sua história e morte foi tema do filme “Glenn Miller History” (“Música e Lágrimas” aqui no Brasil), e ironicamente, após assistir ao filme, um homem chamado Fred Shaw veio a público com a desconcertante declaração de que o avião de Miller fora bombardeado acidentalmente pela RAF.

Modelo do avião que Miller uisa
Em 15 de dezembro de 1944, Shaw era navegador de um bombardeiro Lancaster, que fazia parte de uma grande formação em regresso de um ataque abortado à Alemanha. Tendo recebido ordens de se livrar das bombas sobre o canal da Mancha antes de pousar, Shaw afirmou ter visto sob a esquadrilha um Noorduyn Norseman, que teria caído no mar. Ele se lembrava de ter dito ao artilheiro de ré: “Uma pipa voou”. Somente depois do filme ele associou as datas e horas e se deu conta de que aquele provavelmente era o avião de Miller.

Mesmo após o esclarecimento e os dados expostos por Shaw, não foi achado um só destroço do avião em que Miller estava, e até hoje permanece o mistério, seria esse avião avistado por Shaw o mesmo de Miller? Será ele vítima do infeliz encontro e confusão com as tropas aliadas? Será a morte buscando o músico após o drible que ele deu nela meses antes, ao fugir do hotel que viria a baixo? Nunca saberemos.

Bônus

Todos devem conhecer o romance escrito por Antoine de Saint-Exupéry chamado “O Pequeno Príncipe”, mas poucos devem saber que o escritor realmente tinha como profissão a carreira de piloto (o que ele diz no livro citado), e que ele trabalhava como piloto na segunda guerra mundial, e sua morte também foi envolta de mistério.

Devido a uma missão de reconhecimento na França, o avião foi supostamente abatido, mas a carcaça teria desaparecido. O responsável pelo disparo só apareceria anos depois, confessando o ataque ao avião, assim como na história de Miller, porém neste caso, a carcaça do avião foi encontrada, mas, no entanto, o corpo de Saint-Exupéry não havia sido encontrado.

Sinistro, não?
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