Curiosidades da pena de morte

Poucas pessoas têm a desgraça de saber com certeza a hora exata em que vão dar seu último suspiro ou pronunciar suas últimas palavras. Com essa pressão já foram executados nos EUA 1.165 condenados a morte desde que foi reinstaurado a pena capital em 1976.

Aqui você poderá ver curiosidades e uma compilação dos epitáfios, últimas palavras ou "last statement" mais interessantes que mostram a pressão, a dor, a ira, o arrependimento e inclusive o humor dos condenados ou primeiros em abandonar para sempre o patíbulo.


Execução em cadeira elétrica no presídio de Sing-Sing (Nova Iorque)

Os métodos

Aplicada pela primeira vez em 1890, a execução mediante descargas elétricas nasceu nos Estados Unidos como um método moderno para que o condenado padecesse menos que com a forca. Mas a prática demostrou que muitas vezes também não poupava sofrimento. O caso mais conhecido é de Jesse Joseph Tafero, condenado a morte na Flórida em 1990. A primeira sacudida incendiou a cabeça de Tafero, que respirou profundamente antes que o servidor público do presídio repetisse a operação uma e outra vez, com uma espessa fumaça saindo do capacete do preso.

Ante a impossibilidade de evitar cenas truculentas como esta, foi se impondo o uso da injeção letal, mais rápida e asséptica. Na atualidade, os estados norte-americanos do Alabama, Arkansas, Kentucky, Virginia, Tennessee, Flórida e Carolina do Sul mantêm a cadeira elétrica como opção voluntária do réu ou –caso de Illinois e Oklahoma– como reserva se a injeção letal for declarada inconstitucional. O último que se sentou em uma cadeira foi James Earl Reed, em 20 de junho de 2008. Fora dos EUA, só as Filipinas empregou a eletricidade para efetivar a pena capital, entre 1924 e 1976.

Os condenados e seus epitáfios

Muitos dos epitáfios são utilizados pelos réus como remédio (placebo) de redenção. Alguns suspiram clemência, arrependimento e outros suplicam o perdão de um Deus que só conheceram no corredor da morte. Mas o que a maioria busca é acabar com a desumanização de seus atos passados e dar, pelo menos no momento de sua morte, algum sentido a suas vidas desgraçadas.

George Harris:
"Alguém terá que matar meu advogado!" emoticom

George Harris, executado em Missouri em 13 de Setembro de 2000 pelo assassinato de Hank Willoughby em uma disputa de armas. George sempre alegou defesa própria e jogou a culpa em seu advogado por sua condenação.



Thomas Grasso:
"Faça me o favor, contem à imprensa que não me serviram minha refeição de Spaguetti, quero que toda a imprensa o saiba!"

Thomas G
rasso, executado em Oklahoma em 20 de Março de 1995. Na refeição anterior a sua execução não apareceram os famosos spaguettis Campbell que pediu como última refeição.


Westley Allan Dodd:
"Uma vez me perguntaram, não recordo quem, se teria alguma maneira de deter os delinquentes sexuais. Disse-lhe que não. Evidentemente equivoquei-me".

Westley Allan Dodd, executado em Washington em 5 de janeiro de 1993 por abusar sexual
ment e e matar dois meninos de 11 anos. Westley tinha um dilatado histórico de abusos a menores que começou quando tinha só 14 anos com seus próprios primos. Seus tortas fantasias foram se carregando de violência conforme crescia.


Michael Richard:
"Let’s Ride". (Vamos voar -com a injeção letal-)

Michael Richard, executado com injeção letal no Texas em 25 de Setembro de 2007 por matar, violar e roubar Marguerite Dixon em sua própria casa. A execução ainda é lembrada devido a problemas de pr ocedimento, já que a apelação (proposta no mesmo dia da execução) não chegou a tempo por 20 minutos ao tribunal do Texas devido uma falha informática.


Richard Wade Cooey II:
"Vocês não prestaram atenção a tudo o que eu tenho dito durante os últimos 22 anos. Por que cacete vão prestar atenção ao que tenho para dizer agora?"

Richard Wade Cooey II, executado em Ohio em 14 de outubro de 2008 por matar, violar e roubar a duas mulheres. Sua última refeição foi uma bisteca d e carene bovina com molho, batatas fritas e salada de cebola. Quatro ovos fritos com torradas amanteigadas. Sorvete, rabanada e uma garrafa de Mountain Dew.



Pedido de desculpas.

O papel da desculpa dos condenados a morte tem sido estudado por dois cientistas canadenses (Judy Eaton e Anna Theuer) mediante uma valoração dos últimos epitáfios no estado do Texas desde 1982. Quase um terço dos delinquentes pedem uma desculpa, em geral, à família da vítima. Ademais, estas desculpas vincularam-se com outros indícios de remorso e sinceridade, como pedido perdão e mostrar empatia. A pesquisa sugere que tanto as vítimas como os condenados podem se beneficiar psicologicamente quando o delinqüente pede uma desculpa e mostra verdadeiro remorso.

Porque esterilizam as agulhas de uma injeção letal?


William Mitchell:
"Uma hora atrás Wayne Snow (carcereiro) disse me que não tinha possibilidade de redenção alguma. A única coisa que quero dizer agora a Wayne é que 'beija meu cu fdp'. Até sempre".

William Mitchell, executado na Georgia em 1 de setembro de 1987 por assassinar um menino de 14 anos e ferir sua mãe em um assalto a uma loja de comestíveis.


Christina Marie Riggs:
"Não há palavras para expressar o que sinto por ter tirado a vida de meus filhos. Agora posso voltar ao lado de meus meninos como sempre desejei".

Chris
tina Marie Riggs, executada no Arkansas em 3 de Maio de 2000 pelo assassinato de seus dois filhos , enquanto dormiam, em sua casa de Sherwood.

David Lawson:
"Sinto para valer e arrependo-me de ter matado Wayne Shinn, espero que o estado da Car olina um dia se arrependa de ter me matado também".

David Lawso n, executado na Carolina do Norte em 15 de Junho de 1994.


David Wayne Woodruff:
"Não estamos aqui para celebrar um evento social. Estamos aqui para contemplar um assassinat o. Então vamos.".

David Wayne Woodruff, executado em Oklahoma em 31 de Janeiro de 2002.



Douglas Roberts:
"Qua ndo eu morrer, me enterrem bem fundo, com duas caixas de som nos meus pés e fones de ouvido em minhas orelhas e coloquem Rock'n Roll. Algum dia nos veremos no céu".

Douglas Roberts, executado no Texa
s em 20 de Abril de 2005 pelo sequestro, roubo e assassinato de um homem de 40 anos de idade. Robert era um consumidor de cocaína desde os 10 anos. Convenceu seus advogados para que não apresentassem a apelação em direito como uma forma de pôr fim à solidão e isolamento do "ataúde de cimento" que supunha para ele o corredor da morte.

Jeffery Doughtie:
"Durante quase nove anos, venho pensando na pena de morte, se é correta ou incorreta, e não encontrei nenhuma resposta coerente. Mas não acho que o mundo seja um lugar mais seguro ou melhor sem mim. Se queriam me castigar deveriam ter me matado no dia seguinte, em vez de 9 anos depois. Agora não me afeta da mesma maneira. Tive tempo para me preparar, para dizer adeus a toda minha família e para deixar minha vida onde precisava estar".

Jeffery Doughtie executado no Texas em 16 de Agosto de 2001 por matar dois idosos com uma barra de cano em sua loja de antiguidades porque estes recusaram lhe dar dinheiro para suas drogas.

Bobby Ramdass:
"Os R edskins jogarão a Super Bowl".

Bobby Ramdass foi executado em Virginia em 10 de Outubro de 2000 pelo roubo e posterior assassinato do encarregado de uma loja Mohammad Kayani. Sua paixão pelo futebol americano e os Redskins de Washington levaram-lhe a prognosticar em sua última declaração a participação de sua equipe na seguinte Super Bowl. Equivocou-se.


Pedro Muniz:
"Quero que saibas que eu não matei a sua irmã. Se queres saber a verdade, e crê merecer saber a verdade, contrate seus próprios detetives".

Pedro Muniz foi executado em Texas o 19 de Maio de 1998 pelo assassinato de uma estudante de 19 anos, Janis Bickham, da Universidade de Georgetown. Sua última refeição foi um sanduíche de hamburguer com batatas.





Executados que eram Inocentes.

É muito complicado saber o número de condenados e executados que eram realmente inocentes dos quase 2.000 justiçados nos Estados Unidos até a presente data. Muitos acusados são vítimas de negligências judiciais, falsos depoimentos e identificações errôneas. Os tribunais não costumam atender as demandas de inocência quando o acusado já está debaixo da terra. Segundo a organização "Death Penalty Project" 124 pessoas que permaneciam no corredor da morte conseguiram demonstrar sua inocência e evitar sua execução desde a reinstauração da pena capital. A seguir dois dos muitos casos que contam com suficientes evidências para exonerar culpas, mas não vidas, pois foram executados antes de encontrarem as provas de sua inocência.

Carlos de L ua:
"Quero dizer que não tenho rancores. Não odeio ninguém. Amo a minha família. Que todos os garotos do corredor da morte mantenham a fé e não se rendam".

Carlos De Lua foi executado no Texas em 7 de Dezembro de 1989 pelo apunhalamento de Wanda Lopez em 1983. Em 2006, uma investigação do "Chicago Tribune" encontrou novas evidências que demonstraram que Carlos não foi o assassino de Wanda Lopez.


Lena Baker:
"Tudo o que fiz foi em legítima defesa. Não tenho nada contra ninguém. Estou preparada para encontrar-me com meu Deus".

Lena Baker uma Afro americana mãe de três filhos foi executada na cadeira elétrica em 5 de março de 1945 pelo assassinato de Ernest Knight, um homem branco que a feriu antes em uma briga. Baker foi detida, julgada e sentenciada a morte em poucas horas por um júri composto só por homens brancos. 60 anos mais tarde a Junta de Indultos do estado da Georgia outorgou o perdão aos herdeiros de sua memória.



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About Victor Ramide

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3 Comentários:

  1. EXCELENTE MATÉRIA!!!
    PARABÉNS, VICTOR!

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  2. porra mano,tem tanto pais que tem que deixar de existir pela crueldade e outras.
    a china por maltratar animais e terem o quarto da morte onde deixam as crianças morrer
    nos EUA,o racismo naum tem limite la,por isso eu acho que esse povo tem que morrer,principalmente a yakusa que deviam ser torturada como eles fizeram com uma garota inocente
    (pesquise no google ''jumko furuta'',o ato deles foi brutal o_0)

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  3. Sempre que alguém promove a TORTURA, promove a tortura de inocentes, porque não existe uma coisa sem a outra. NÃO EXISTE(ponto). Ora assim sendo com crimes ou sem eles qualquer propagandista da TORTURA LEGAL devia de ser posto imediatamente na fila de corpos para treino de futuros assassinos-torcionários. Deste modo saberiamos se depois dos tratos mantinham a opinião. Pelos comentários que deixam na net, o brasileiro da classe média deve estar nos primeiros lugares dos F.D.P. cuja boçalidade lhes dá para louvar um dos crimes mais abomináveis criados pela raça humana, sempre associado a outros de igual monstrosidade: o genocidio, a violação, o terrorismo revelde e terrorismo de estado.

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